Aula 1: Apresentação do curso.

 Aula 2: Relação entre economia e cultura TOLILA, Paul. Como a economia chega a cultura: As principais questões. In: Cultura e Economia: problemas, hipóteses, pistas. São Paulo: Iluminuras: Itaú Cultural, 2007.

 PDF:

 Esse texto trás o panorama do momento que a economia se aproxima da cultura, como estes campos se unem a partir da metade do século 20, para cá formando esse conceito de economia da cultura, que é recente.

 ECONOMIA E CULTURA:
 Economia da cultura
1. atividades ditas clássicas: artes plásticas, teatro, dança e patrimônio
2. Industria Cultural: livros, discos, cinema.

Mercadoria ( definição da ciência econômica):
1. Propriedade física do bem: qualidade, tem que ser mensurável e hierarquizável.
2. Data e lugar onde está disponível
3.Acontecimentos que condicionam a sua entrega " se começa a olhar para os dois campos, as atividades ditas clássicas e a indústria cultural.

 No primeiro momento da economia da cultura, ela não olha para a industria cultural, porque já entende que ela é industria. Neste primeiro momento ele nega e depois, embora tenha uma lógica industrial, opera no campo da lógica do campo cultural.
 Como se dá o preço que se dá a noção de mercadoria? Se a economia neste momento são as atividades ditas clássicas, qual é o bem cultural? Qual a mercadoria da Cultura?

 A mercadoria:
1- Propriedade física do bem. Exemplo: tenho que vender essa cadeira, e conseguir " hierarquizá-la" 2- Data e lugar disponível
3- Acontecimentos que condicionam sua entrega

 Os três elementos que baseavam o mercado, não abrangiam a noção de cultura.
A partir da identificação do que o que a economia pensa sobre mercadoria, os conceitos não cabem no campo cultural e aí eles vão identificar 2 processos que são específicos de cultura:
 1- Objeto artístico: Não pode ser mensurável, nem hierarquizável universalmente.
 2- Qualidade: está ligada a uma avaliação subjetiva> instâncias de legitimação da qualidade ( papel de objetivação) > estado circuito comerciais dominantes, práticas as elites, etc. Mercadoria real: bens exclusivos e rival ao consumo.
Cultura como bem coletivo > O Desejo de consumir não dimimui com o consumo ( consumidor ativo, correlativo, ato social) Consumidor busca informações para consumir > incerteza é maior no campo das artes que em outros campos

 Mercado da arte - Convenção de Originalidade:
1- autenticidade
2- unicidade
3- novidade

 citação/ referência: Baumol > primeiros trabalhos sobre a economia da cultura dos espetáculos ao vivo. ( pensando na Brodway)
 1- Ha uma impossibilidade de obter ganhos de produtividade em todas as atividades fundadas no corpo e na presença do artista.
2- Impossibilidade de reprodução e o infinito do espetáculo
3- Falta de rentabilidade de certos gastos em séries excessivamente curtas.
4- Impossibilidade de praticar uma política de preços cada vez mais alta. Todo setor de espetáculos ai vivo gera um deficit crônico > o que explica a necessidade da intervenção pública para sustentar a perpetuação da criação.

 INDUSTRIA CULTURAL: Livros, música e filme:
Surgimento de uma nova lógica que consiste na aplicação dos processos industriais aos protótipos da criação artística e cultural > Lógica industrial X lógica artesanal = altera o valor/custo do produto final.

 PRODUÇÃO DA INDUSTRIA CULTURAL:
1- Fase de criação: concepção do protótipo
2- fase da edição e produção: criação de um artista alcança status de bem cultural oferecido ao mercado
3- Fase de Fabricação: materizalização de uma idéia, criadora em um produto físico passível de reprodução em grande série.
4- Fase de distribuição: difusão dos produtos em redes de venda
5- Fase de comercialização: comercialização pública do produto em grandes redes de venda

 TOLILA: Onde tem a dicotomia entre a teoria e a prática? Como esses autores ajudam a pensar a nossa realidade profissonal? O panorama que o Tolila traça, nos ajuda a pensar a partir do espetáculo ao vivo, ele passa para um segundo momento que é preciso e necessário pensar a industria cultural como objeto de estudo. Eles partem alem da lógica industrial ( cinema, música, livros), e qualquer um desses exemplos tem uma lógica também artesanal que opera ( novo, autentico).
Começa a pensar na lógica da cadeia produtiva:
1- criação
2- Produção 3
- distribuição/ circulação
4- consumo e fruição

 OLIGOPÓLIOS:
1- Homogêneo: produtores oferecem produtos similares. Vantagens dos custos é absolutamente determinante para cada empresa.
2- Diferenciado: joga na diferenciação do produto
3- franja:centro oligopolistico ( majors) coexiste com uma franja comercial que busca agir em nichos de mercado e é capaz de responder às demandas específicas dos consumidores

 INDUSTRIAS CULTURAIS:
1- Efeito de moda: produto rapidamente se torna obsoleto e é esquecido pelos consumidores
2. Efeito reserva: conservação. Durante um longo período dos direitos sobre as obras, permite tirar partido em um mercado secundário ou reeditar aproveitando o retorno a moda.

******* AULA 3 

texto:

Pierre Bourdieu e o campo da cultura BOURDIEU, Pierre. O mercado de bens simbólicos. In: As regras da arte: Gênese e estrutura do campo literário. São Paulo: Companhia das Letras, 1996. 

Pierre Bordieu: sociólogo Francês ( 1930 - 2002)

Estruturalismo > Estruturas na sociedade que podem coagir a ação do indivíduo > estruturas são socialmente construídas > como os indivíduos incorporam a estrutura social legitimando-a e reproduzindo-a. 

Três conceitos da Obra de Bordieu:
1- campo
2- capital
3- habitus

" Na articulação destes três conceitos que entendemos como as estruturas são incorporadas, que a gente é moldado pelo meio, coagido por determinados fatores sociais. As estruturas são socialmente e historicamente determinadas ( especificidades sociais: tempo x espaço)

Campo > espaço simbólico no qual confrontos ( disputas de campos disputando poder para hierquização entre eles, exemplo: um campo para ter mais poder ele tem que ter menos influência em si dos outros campos. É a lógica de funcionamento das estruturas sociais) legitimam as representações > Campo econômico, campo político, campo das artes, campo intelectual, etc.// Poder simbólico ( é aquilo que diz e me ajuda a hierarquizar estruturas dentro de determinados campos) classifica os símbolos de acordo com a existência ou ausência de um código de valores.

Capital > Representa o acúmulo de forças que o indivíduo pode acumular no campo e assim adquirir determinada hierarquia > capital social, capital economico, capital político, capital cultural, etc,

Habitus > capacidade dos sentimentos, dos pensamentos e das ações dos indivíduos de incorporar determinada estrutura social.
1- primário ( socializacão primária: família)
2- secundário ( socialização secundária: escola)
habitus incoporado + capital = gosto

Gosto > sistema de preferencias concretamente manifestas ( socialmente hierarquizadas) em escolhas de consumo.

Campo > hierarquias internas e externas ( o grau autonomo do campo é determinado historicamente > varia de cada época e segundo as tradições)

Campo artístico> quanto maior a liberdade de criação, maior o respeito interno dos outros campos.

Construção do Campo > possibilita a construção de trajetórias específicas. 

Trajetória > inúmeras posições de um agente ou instituição pode ocupar no campo > possíveis > influenciados habitus.

CAMPO DA ARTE: 

1- POSSUI REGRAS PROPRIAS > APARENTEMENTE O RUIM PODE SER VISTO COMO BOM E VICE VERSA.
exempo: Van Gohg não vendeu nenhum quadro em vida, mas o campo artístico o entende como gênio, assim como Mozard. O não reconhecimento do artista em vida ( Gênio), estar a frente do seu tempo ( incompreendido) = vanguarda
valor simbólico X valor de mercado

2- NEGAR A LOGICA DO MERCADO > arte pela arte > arte pura.
Marchands/ editores > mediadores > estabelecem o contato com o mercado.

arte pura X arte comercial.

CAMPO CULTURAL:
Coexistência antagônica de dois modos de produção e de circulação que obedecem a lógicas inversas:
1- arte pura > economia antieconômica ( liberdade criativa) \. reconhecimento do valor do desinteresse e negação do lucro > foco em produção.
2- Industrias Culturais ou arte comercial > comercio dos bens culturais como um comércio comum > foco na difusão, no acesso imediato e temporário > ajuste à demanda da clientela ( arte comercial)

CICLO DE PRODUÇÃO CURTO X CICLO DE PRODUÇÃO LONGO

1. Ciclo de produção curto > minimizar risco > pautado na demanda > circulação rápida ( produtos obsoletos rapidamente (( Tolila chama de moda)))

2. Ciclo de produção longo > aceitação de risco inerente aos investimentos culturais > leis específicas do comércio da arte ( Tolila chama de oligopolio de franja)

PRODUÇÃO DE BENS CULTURAIS:  incerteza e risco

Sucesso imediato > suspeito > reduzir o valor simbólico a uma simples troca comercial

Acumulação legítima > consiste em fazer um nome conhecido e reconhecido.
Capital de consagração > implica em poder de consagrar objetos e pessoas ( confere o valor e o lucro desta operação)
Capital simbólico > convertido em capital economico.

" processos de legitimação específico para o campo te reconhecer e assim você vai ter o seu valor simbólico. Aqueles que tem mais poder dentro do campo do capital de consagração.

PRODUTOS:
1- NOVO > DESPROVIDO DE VALOR
2- VELHO > DESVALORIZADO
3. ANTIGO/CLÁSSICO > DOTADO DE UM VALOR ECONÔMICO CONSTANTE OU INCOSTANTEMENTE CRESCENTE


PRODUTORES:
1. VANGUARDA > INOVADORES ( as inovações poder ser de modos de criação ou de criatividade)
sempre associada a uma noção de renovação.

2. AUTORES OU ARTISTAS SUPERADOS > FOSSÉIS
podem ter tido um certo tipo de consagração mas passam a ser superados e se tornam obsoletos

3. CLÁSSICOS > VANGUARDA CONSAGRADA
são aquela vanguarda que entende que a produção artística se resignifica em outro algo. Foi uma vanguarda e depois se tornou um clássico.

AUTORES CONSAGRADOS:

1- DOMINAM O CAMPO DA PRODUÇÃO
2- TENDEM A IMPOR SE POUCO A POUCO NO MERCADO
3- TORNAM-SE CADA VEZ MAIS LEGÍVEIS E ACEITÁVEIS À MEDIDA QUE SE BANALIZAM ATRAVÉS DE UM PROCESSO MAIS OU MENOS LONGO DE FAMILIARIZAÇÃO ASSOCIADO OU NÃO A UM APRENDIZADO ESPECÍFICO.

MUDANÇAS NO CAMPO DA PRODUÇÃO > VANGUARDA 
MARCAR ÉPOCA > NOVA ESTRUTURA NO CAMPO > IMPOSIÇÃO DE NOVAS CATEGORIAS DE PERCEPÇÃO E DE APRECIAÇÃO LEGÍTIMA > MUDAR A HISTÓRIA DO CAMPO

***** aula 4 : 

Campo Cultural X Campo Econômico WU, Chin- Tao. A absorção da cultura empresarial: instituições artísticas a partir da década de 1980. In: Privatização da cultura: a intervenção corporativa nas artes desde os anos 80. São Paulo: Boi tempo, 2006.


**** aula 5

Aula 5 – 16/04/2019 Pierre Bourdieu e o Consumo Cultural BOURDIEU, Pierre. Gosto de classe e estilo de vida. In: ORTIZ, Renato. Pierre Bourdieu. São Paulo: Ática, 1983.

PATROCÍNIO DAS ARTES: 

Regimes prós- empresas para a promoção de seus interesses > envolvimento e interesses do setor privado no setor público > visibilidade midiática

envolvimento/ propagação das posições das empresas nas questões políticas e sociais contemporâneas.

INstituições artísticas > empresas > proximidade num sistema humanista de valores.
Estratégia empresarial > arte de vanguarda e inovação = render uma imagem da empresa como força progressista liberal

Engajamento da elite empresarial em dois níveis: 
individual/ e corporativo

individual: alta administração corporativa é dominada por uma classe economicamente privilegiada > exercício de alta cultura na atividade social

corporativo: elite empresarial e política se reconhecendo na mesma arte ( evento patrocinador é promoção de venda)

estratégia de marketing > busca de um publico especifico
publicidade > marcas se apropriam da arte para autopromoção
ex: marcas de cigarro, marca de cerveja
* não ha restrição ao patrocínio das artes em relação ao esporte

patrocinio x patronato

" filantropia corporativa "

lobby político > atividade de exercer pressão sobre algum poder da esfera política para influenciar na tomada de decisões do poder público em prol de alguma causa ou apoio.

patrocinio> para atender aos interesses específicos de certos indivíduos

esposiçoes blockbuster: exposições que visam atingir um grande publico e gerar alta renda. ( gera dependencia das instituições com esses financiamentos.


******* AULA 6 
Autor, artista e autoria ELIAS, Norbert. Músicos burgueses na sociedade de corte / Mozart se torna um artista autônomo / Arte de artesão e arte de artista. In: Mozart: Sociologia de um Gênio. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1995.

O LUXO E A NECESSIDADE

As condições de existencia ( classe social) nos levam a ter uma relação típica com os bens culturais > entender se é arte ou não. Se é bom ou não, se gosta ou não.

DISPOSIÇÃO ESTÉTICA:

Nada distingue mais as classes sociais do que o domínio das competências exigidas para o consumo de obras "legítimas".

Aptidão para pensar objetos quaisquer como belos, está fortemente ligada ao capital cultural herdado na escola.









********Aula 7 – 07/05/2019 Howard Becker e a atividade coletiva BECKER, Howard S. Mundos da Arte e Actividades Coletivas. In: Mundos da Arte. Lisboa: Livros Horizonte, 2010. 

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